Terapia de reposição hormonal na menopausa: entenda mais!

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A terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa é uma das abordagens mais eficazes para aliviar os sintomas desse período, oferecendo qualidade de vida para a mulher. 

A menopausa é um momento natural da vida feminina marcado por alterações hormonais significativas que impactam não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional. 

Com acompanhamento médico especializado, é possível manejar esses sintomas de forma segura e personalizada.

A menopausa e seus impactos na vida da mulher

A menopausa representa o fim do período reprodutivo da mulher, caracterizada pela cessação definitiva da menstruação. 

Em geral, ocorre entre os 45 e 55 anos de idade, embora possa se manifestar antes ou depois desse intervalo. 

Esse período é acompanhado por uma queda gradual na produção de estrogênio e progesterona, hormônios essenciais para diversas funções corporais.

A menopausa é antecedida pela perimenopausa, período de transição que pode começar vários anos antes da última menstruação. Durante essa fase, surgem as primeiras alterações hormonais e clínicas, como irregularidade nos ciclos menstruais, e ela se estende até 12 meses após a última menstruação, momento em que a menopausa é oficialmente confirmada.

Tanto a perimenopausa quanto a menopausa podem apresentar sintomas semelhantes, que frequentemente se sobrepõem, gerando dúvidas e inseguranças para a mulher sobre as mudanças que está vivenciando.

Essas alterações hormonais podem provocar sintomas variados e impactar a qualidade de vida, incluindo ondas de calor, alterações no sono e humor, ressecamento vaginal, diminuição da libido e mudanças no metabolismo, que aumentam o risco de osteoporose e doenças cardiovasculares. 

Por isso, o acompanhamento especializado é fundamental.

Quais os sintomas da menopausa?

Os sintomas da menopausa podem variar em intensidade e duração entre mulheres, mas os mais comuns incluem:

  • Ondas de calor e suores noturnos: sensação súbita de calor intenso acompanhada de sudorese. Mais comum de ocorrer à noite;
  • Alterações do sono: dificuldade para adormecer, sono fragmentado ou acordar antes do horário habitual, com consequente cansaço diurno;
  • Alterações emocionais: irritabilidade, ansiedade, depressão e oscilações de humor;
  • Alterações genito-urinárias: ressecamento vaginal, dor durante a relação sexual e maior predisposição a infecções urinárias;
  • Mudanças corporais e metabólicas: ganho de peso, alterações na distribuição de gordura corporal e maior risco de doenças crônicas.

O manejo desses sintomas pode incluir medidas de estilo de vida, suporte psicológico e, em muitos casos, a terapia de reposição hormonal, indicada de forma individualizada.

Como fazemos a terapia de reposição hormonal na menopausa?

A terapia de reposição hormonal é personalizada e segura quando realizada com acompanhamento médico especializado. 

O objetivo principal do tratamento é restaurar os níveis de estradiol, o hormônio responsável por grande parte dos sintomas da menopausa. 

Para mulheres que ainda possuem útero, a administração de progesterona também pode ser indicada para prevenir alterações no endométrio.

Quando a mulher inicia a terapia de reposição hormonal, o organismo volta a receber os hormônios que estão em queda durante a menopausa.

Esse equilíbrio ajuda a reduzir gradativamente sintomas, sendo que  melhora costuma ser percebida nas primeiras semanas de tratamento, podendo levar de 2 a 3 meses para alcançar resultados mais consistentes, sempre dependendo da resposta individual de cada paciente.

Formas de administração da terapia de reposição hormonal

Estrogênio oral (comprimidos) 

Forma tradicional e de fácil administração.

No entanto, sofre metabolismo hepático de primeira passagem, podendo aumentar o risco de trombose venosa, elevação de triglicerídeos e alterações na função hepática.

Com a chegada dos hormônios de uso transdérmico (via pele), está cada vez mais em desuso

Estrogênio transdérmico (adesivo, gel ou spray) 

Atualmente temos disponível nas farmácias excelentes opções de estradiol em formato de gel, adesivo, e mais recentemente em spray. 

O adesivo deve ser aplicado na região dorsal e libera uma dose fixa do hormônio, de forma contínua. Sua troca é realizada apenas a cada 72h,  e isso traz muita comodidade no uso contínuo.

O gel pode ser encontrado em sachês ou dispositivos que liberam pumps de estradiol. Sua aplicação é diária e precisa ser respeitado o tempo de secagem do produto e o tempo para contato com crianças e animais, pois existe o risco de transferência. Sua grande vantagem do gel é a possibilidade de individualizar a dose, conforme a necessidade da paciente.

O spray é uma nova possibilidade que chegou esse ano no Brasil. Ele deve ser usado diariamente, e possui um tempo de secagem ultra-rápido, de 90 segundos. Porém ele requer cuidado na equivalência das doses com as outras apresentações.

Todas essas opções são seguras e eficazes e utilizam o estradiol hemi-hidratado ou 17-beta estradiol, que é o estradiol bioidêntico ao que nosso corpo produz. E por ser absorvido pela pele, não tem a primeira passagem hepática, e por isso tem menos riscos de efeitos colaterais, como trombose.

A escolha entre as diferentes opções, deve ser individualizada, levando-se em conta a rotina e necessidades de cada paciente.

Estrogênio vaginal (cremes, óvulos ou anéis) 

Indicado principalmente para sintomas genito-urinários locais, como ressecamento vaginal, dor durante a relação e infecções urinárias recorrentes. A ação é local, sem efeito sistêmico significativo.

Antes de iniciar a TRH, é essencial realizar uma avaliação médica detalhada, incluindo:

  • Exames de sangue para verificar hormônios e função metabólica;
  • Mamografia para rastreamento de câncer de mama;
  • Ultrassonografia transvaginal para avaliação do útero e ovários;
  • Histórico clínico e familiar, para identificar contraindicações.

O acompanhamento durante o tratamento inclui consultas periódicas e exames de controle, garantindo que a dose e a via de administração estejam adequadas às necessidades individuais e mantendo a terapia segura ao longo do tempo.

Quem deve fazer a reposição hormonal?

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A TRH é indicada para mulheres que apresentam sintomas moderados a intensos da menopausa e não possuem contraindicações. 

É importante considerar a idade, histórico de saúde e preferências individuais ao definir a terapia. 

O início precoce da terapia de reposição hormonal tende a proporcionar maiores benefícios para mulheres na menopausa, especialmente no que diz respeito à proteção cardiovascular. 

Por isso, o recomendado é que a reposição seja iniciada idealmente nos primeiros dez anos após a última menstruação e de preferência antes dos 60 anos.

A avaliação especializada é fundamental para determinar se a reposição hormonal é a melhor opção para cada paciente.

Por quanto tempo devo fazer a reposição hormonal?

Não existe um tempo pré estabelecido para todas as mulheres, pois fatores como idade, intensidade dos sintomas, histórico de saúde, presença de doenças associadas e preferências pessoais influenciam diretamente nessa decisão.

De forma geral, a recomendação atual é que o uso da TRH seja realizado na menor dose eficaz e pelo tempo necessário para controle dos sintomas, sempre com acompanhamento médico regular.

Consultas periódicas e exames de controle são fundamentais para avaliar a segurança e a necessidade de manter, ajustar ou interromper a terapia.

Em alguns casos, pode ser possível reduzir a dose gradualmente ou até suspender a reposição, enquanto em outros, a continuidade pode trazer benefícios significativos, desde que não haja contraindicações.

O ponto central é que a reposição hormonal não deve ser vista como um tratamento fixo e imutável, mas sim como parte de um plano de cuidado contínuo, adaptado à evolução clínica de cada mulher.

A reposição hormonal é segura?

Quando realizada sob supervisão médica e com hormônios bioidênticos, a TRH é segura e eficaz. 

O tratamento não é indicado para mulheres com histórico de câncer de mama ou endométrio, trombose, infarto, acidente vascular cerebral ou doenças hepáticas graves. 

A individualização da terapia, o monitoramento contínuo e a escolha da via de administração correta são essenciais para reduzir riscos e maximizar benefícios.

Contraindicações da terapia de reposição hormonal na menopausa

Compreender as contraindicações da terapia de reposição hormonal é essencial para garantir um tratamento seguro e responsável. Entre as contraindicações mais importantes estão:

  • Histórico de câncer de mama ou endométrio;
  • Doenças cardiovasculares ativas ou tromboembolismo prévio;
  • Problemas hepáticos graves ou não controlados;
  • Gravidez ou suspeita de gravidez (em casos de TRH precoce).

Cada paciente deve ser avaliada individualmente, garantindo segurança e eficácia.

Dra. Jéssica Moraes: cuidado individualizado e humanizado

A terapia de reposição hormonal na menopausa é apenas uma das ferramentas disponíveis para melhorar a qualidade de vida nesta fase da vida da mulher.

Para resultados seguros e efetivos, é fundamental contar com uma endocrinologista especializada, capaz de investigar a fundo o histórico clínico, os fatores de risco e os sintomas específicos de cada paciente.

A Dra. Jéssica Moraes é médica endocrinologista e oferece um atendimento integral e baseado em evidências científicas. 

Na consulta, realiza avaliação clínica detalhada, análise da composição corporal e solicita exames laboratoriais, garantindo um plano de tratamento personalizado. 

Dra. Jéssica acompanha seus pacientes de perto, oferecendo suporte contínuo e monitoramento dos resultados. 

Entre em contato e dê o primeiro passo para atravessar a menopausa com saúde, equilíbrio e bem-estar!

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