Quer entender qual a diferença entre osteopenia e osteoporose? Essa é uma dúvida muito comum entre pessoas que receberam o diagnóstico pela primeira vez ou que estão investigando sua saúde óssea.
Ambas são condições relacionadas à perda de densidade mineral óssea, mas representam estágios diferentes de fragilidade dos ossos e riscos distintos de fraturas.
Entender essas diferenças é fundamental para iniciar um acompanhamento adequado e evitar complicações futuras, especialmente porque doenças ósseas costumam evoluir de maneira silenciosa.
Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, cuidar da saúde óssea tornou-se uma das principais estratégias para preservar autonomia, qualidade de vida e independência.
E, felizmente, tanto a osteopenia quanto a osteoporose podem ser tratadas de forma eficaz quando identificadas precocemente, com acompanhamento especializado e mudanças no estilo de vida.
O que é osteoporose?
A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução significativa da densidade mineral óssea e pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas.
Trata-se de uma doença de evolução silenciosa: muitas pessoas só descobrem que têm osteoporose após sofrerem uma fratura, especialmente na coluna vertebral, quadril ou punho.
Essa condição é mais comum em mulheres após a menopausa, devido à queda acentuada dos níveis de estrogênio, hormônio essencial para a proteção óssea.
No entanto, homens também podem desenvolver osteoporose, especialmente quando apresentam fatores de risco adicionais.
Principais fatores de risco para osteoporose
- Histórico familiar de osteoporose ou fratura de quadril;
- Envelhecimento;
- Menopausa precoce;
- Sedentarismo;
- Baixa ingestão de cálcio e vitamina D;
- Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
- Uso prolongado de glicocorticoides e outros medicamentos;
- Doenças inflamatórias, como artrite reumatoide;
- Baixo peso corporal.
O diagnóstico precoce e o tratamento eficaz da osteoporose são fundamentais para preservar a qualidade de vida do paciente.
Identificar a doença antes que ocorram fraturas permite intervir de forma direcionada reduzindo significativamente o risco de complicações, dor crônica, perda de mobilidade e limitações funcionais.
O que é osteopenia?
A osteopenia é um estágio anterior à osteoporose. Nessa condição, a densidade mineral óssea está abaixo do ideal, mas ainda não atinge níveis considerados críticos.
Embora não seja uma doença em si, a osteopenia é um alerta importante: ela indica que o corpo já está perdendo massa óssea e que, sem acompanhamento adequado, há risco aumentado de progressão para osteoporose.
Assim como a osteoporose, a osteopenia costuma ser assintomática e é identificada principalmente por meio da densitometria óssea, exame que mede a densidade dos ossos e classifica o grau de perda.
Fatores de risco semelhantes
Os fatores de risco para osteopenia são os mesmos da osteoporose, o que muda é o grau de comprometimento da densidade mineral óssea.
Qual a diferença entre osteopenia e osteoporose?
Como vimos, embora ambas envolvam perda de densidade óssea:
- A osteopenia é o estágio inicial, um alerta para maior cuidado;
- A osteoporose representa uma perda óssea mais avançada, com risco real de fraturas;
- O tratamento da osteopenia prioriza prevenção;
- O tratamento da osteoporose inclui necessidade de intervenção medicamentosa;
Com acompanhamento endocrinológico adequado, é possível prevenir fraturas, evitar a progressão da doença e manter uma vida ativa e saudável.
Diagnóstico: como identificar osteopenia e osteoporose?
O diagnóstico das duas condições é feito majoritariamente por meio da densitometria óssea (DXA), exame rápido, indolor e considerado padrão-ouro para avaliar a saúde óssea.
O resultado é expresso pelo índice T-score, que compara a massa óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável.
- T-score entre -1 e -2,5: indica osteopenia;
- T-score igual ou abaixo de -2,5: indica osteoporose
Em caso de fraturas de fragilidade (em ossos como rádio, úmero, fêmur e vértebra lombar), o diagnóstico de osteoporose pode ser dado, mesmo sem realização de densitometria óssea.
Além da densitometria e histórico de fraturas, a endocrinologista avalia ainda fatores individuais como idade, comorbidades, hábitos de vida e uso de medicamentos.
Tratamento da osteopenia e da osteoporose: o que realmente funciona?

O tratamento adequado e individualizado é o que vai colaborar para a qualidade de vida de quem está com alguma dessas condições.
Tanto na osteopenia quanto na osteoporose, o objetivo é reduzir o risco de fraturas, fortalecer os ossos e evitar a progressão da perda óssea.
Criamos uma abordagem completa e focada nas particularidades de cada paciente e as ações podem envolver:
Mudanças no estilo de vida
São essenciais e fazem diferença em todas as etapas do tratamento:
- Atividade física regular, especialmente exercícios resistidos (musculação) e atividades com impacto leve;
- Alimentação rica em cálcio e proteínas;
- Exposição solar adequada para síntese de vitamina D;
- Abandono do tabagismo;
- Redução do consumo de álcool;
- Controle do peso corporal.
Essas medidas ajudam na manutenção da massa óssea e reduzem o risco de quedas, grande responsável por fraturas em idosos.
Suplementação de cálcio e vitamina D
A suplementação de cálcio e vitamina D desempenha um papel importante na saúde óssea, mas deve ser feita sempre com prescrição e acompanhamento médico.
Cada pessoa possui necessidades específicas, mas em média é recomendado o consumo de 1200 mg/dia de cálcio (preferencialmente oriundo da dieta), e manutenção da vitamina D em níveis entre 30-60 ng/ml.
Por isso, é a endocrinologista quem determina as doses adequadas, o melhor horário para consumo e possíveis combinações com alimentos ou outros medicamentos.
A orientação individualizada evita excessos, reduz riscos, como cálculos renais e toxicidade por vitamina D, e garante que a suplementação realmente contribua para o fortalecimento dos ossos e prevenção de fraturas.
Prevenção de quedas
Tratamento medicamentoso
Na osteoporose, medicamentos podem ser indicados para aumentar a massa óssea ou reduzir sua reabsorção. Entre as opções estão:
- Drogas anti-reabsortivas: Bifosfonatos (Alendronato, Risedronato, Ácido Zoledrônico); Denosumabe;
- Drogas anabólicas: Teriparatida e Romosozumabe
- Estradiol: Reservado para mulheres com osteoporose e que também possuem indicação de terapia de reposição hormonal
- Terapias específicas para casos selecionados, como moduladores seletivos dos receptores de estrogênio: Raloxifeno
A escolha depende do perfil do paciente, risco de fratura e presença de outras doenças.
Na osteopenia, os medicamentos podem ser indicados em situações específicas, como risco elevado de fraturas, segundo escores, como FRAX.
Acompanhamento contínuo
A saúde óssea deve ser monitorada regularmente, com revisão periódica dos exames e ajustes no tratamento.
Esse acompanhamento é fundamental para prevenir complicações e manter o bem-estar do paciente.
A Dra. Jéssica Moraes pode te ajudar no cuidado da sua saúde óssea
A Dra. Jéssica Moraes é médica endocrinologista com sólida formação e ampla experiência no diagnóstico e tratamento de doenças metabólicas, incluindo osteopenia e osteoporose.
Sua missão é oferecer um cuidado individualizado, humano e baseado em evidências científicas.
Graduou-se em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, fez residência em Clínica Médica na Santa Casa de Misericórdia da Bahia e completou um ano adicional no HC-FMUSP, onde também atuou como preceptora de Endocrinologia e Metabologia.
Especializou-se em Endocrinologia e Metabologia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, possui título de especialista pela SBEM e segue aprofundando sua expertise com pós-graduação e fellow em Tireoide.
A consulta com a Dra. Jéssica contempla uma avaliação detalhada, análise de composição corporal e solicitação dos exames adequados para um diagnóstico preciso.
A osteopenia e osteoporose não precisam limitar sua vida. Com diagnóstico precoce, mudanças adequadas no estilo de vida e acompanhamento especializado, é possível proteger seus ossos, reduzir riscos e preservar sua autonomia.
Entre em contato e dê o primeiro passo para fortalecer sua saúde óssea com segurança, responsabilidade e um cuidado verdadeiramente individualizado!




